Falcão (Falco peregrinus)
Nomes alternativos: falcão-peregrino (português), peregrine ou duck hawk (inglês), faucon pélérin (francês), slechtvalk (holandês), wanderfalke (alemão), pellegrino (italiano); shahin (árabe).
Comprimento médio: machos, 0,40 m, fêmeas, 0,50 m. Envergadura média: machos: 0,90 m; fêmeas: 1,10 m.
Massa média: machos 0,72 kg (-21½), fêmeas 0,92 kg (-20½).
Hábitat: todas as áreas continentais do mundo, exceto as geleiras da Groenlândia e Antártida e as selvas tropicais da Alta Amazônia e do Congo.
Inteligência Abstrata: -8; Inteligência Concreta: -3; Resistência: -2; Proteção: 0; Tamanho: -1; Saúde: +1; Mobilidade: +3½ (no ar), -7 (em terra); Sentidos: +2 (Olfato: +1; Audição: +2; Visão: +3); Dificuldade de treinamento: +2.
Habilidades: Força: machos -11; fêmeas -10; Capacidade de Carga: +3; Combate: +2; Vôo (curta distância/mergulho) 15 (24/37); Esquiva: +3½; Caça: +3.
Manobras de combate: Bicar/Golpe de Garra (1½ / 2).
Características
O falcão peregrino é considerado o "príncipe das aves de caça" e uma das espécies mais apreciadas para os lances de altanaria devido à velocidade dos seus ataques em vôo picado. Deve o nome "peregrino" aos hábitos nômades e às suas peregrinações errantes, sobretudo na fase adolescente. Está representado por numerosas subespécies em todos os continentes, exceto a Antártida.
Os falcões distinguem-se de outras aves de rapina de tamanho semelhante, como os gaviões, pela cauda longa e pelas asas pontudas que, no caso do falcão peregrino, chegam até a ponta da cauda quando está empoleirado. Essas características o tornam extremamente veloz e o levaram a especializar-se em capturar presas no ar e desprezar os animais terrestres. Em vôo picado (de mergulho) é a ave mais veloz do mundo: já foi cronometrado a 270 km/h (75 m/s) e mesmo a 320 km/h (90 m/s), em pequenas distâncias. Quando carrega para alcançar a presa passa sem dificuldade de sua velocidade de cruzeiro de 45 km/h (12 m/s) para os 100 km/h (28 m/s) em vôo horizontal, mas ainda é menos veloz que o andorinhão. Pode avistar a presa a um quilômetro e meio de distância e carregar o equivalente ao próprio peso. As fêmeas são maiores que os machos e chegam a 1,5 kg.
Recebe o nome de “peregrino” porque as subespécies que vivem em zonas temperadas do Hemisfério Norte e do Ártico migram para o sul no outono e costumam escolher sempre os mesmos lugares para passar a temporada de inverno. As subespécies européias e asiáticas deslocam-se para a África, Sul da Ásia e Indonésia. As norte-americanas vêm para a América do Sul, inclusive o Brasil. Já os nativos de latitudes médias e do Hemisfério Sul são sedentários: apenas os jovens se deslocam, em busca de seu próprio espaço.
Embora tenha uma distribuição mais ampla que qualquer outra espécie, não é uma ave muito comum e é vulnerável à poluição e aos pesticidas, que se acumulam em suas presas e o incapacitam para a reprodução: na América do Norte, o uso do DDT chegou a levá-lo à beira da extinção. Para recuperá-lo, foi preciso colocar filhotes criados em cativeiro nos ninhos de falcões selvagens.
Habitualmente, esta ave de rapina alcança a presa após um mergulho de várias centenas de metros, ultrapassado por vezes até um quilômetro. Neste caso, o embate das asas contra o corpo da vítima produz um ruído audível à distância. Ou então com as garras, ataca a presa por baixo. As suas presas, capturadas em pleno vôo, incluem, na Europa, pombos, estorninhos, abides-de-roupa (Vanellus vanellus), garranginas, melros-pretos, tordos, gaios, cotovias-dos-campos, tentilhões-das-árvores, etc. Nas Américas, caçam pombos, garças, gaivotas, patos, gansos, mergulhões e pica-paus.
O falcão peregrino freqüentemente se abriga numa falésia, nas montanhas à beira de um planalto ou do mar ou, nas cidades, em beirais de prédios altos e pilastras de pontes. No norte da Europa, costuma instalar-se em ninhos abandonados nas árvores por outras aves de rapina. A postura – que ocorre em maio, no Hemisfério Norte – consta de dois a três ovos cremosos e intensamente manchados de castanho-avermelhado. As avezinhas, que permanecem no ninho quatro semanas, nascem cobertas de uma penugem sedosa e muito clara, voam pelos 34 dias mas só adquirem a independência algum tempo depois. Atingem a maturidade aos dois anos de idade.
Cetraria
A cetraria é, no sentido estrito, a arte de criar, domesticar e adestrar aves de rapina usadas na volataria, que é a arte de caçar com essas aves, mas também pode incluir a caça propriamente dita.
Há duas técnicas de cetraria: a de baixo vôo, que normalmente usa gaviões, açores e águias e a de alto vôo, também chamada altanaria ou falcoaria, que normalmente só usa falcões.
A falcoaria é a mais espetacular das modalidades de vôo de caça. As fêmeas, por serem maiores e mais fortes, são preferidas. A ave é levada ao campo com um capuz, retirado no momento de voar em busca da presa. É largada do punho para o ar para que "remonte", isto é, para que ascenda sobre o terreno de caça até se colocar alto, onde aguardará, descrevendo círculos, ou "tornos", que a peça de caça seja levantada pelo falcoeiro, normalmente com a ajuda de cães. É também designado lance de "altanaria", ou "vôo de espera". O ataque é realizado em rapidíssimo vôo descendente, no qual o falcão intercepta a presa, "preando" no ar, ou derrubando a presa ao chão. Os lances de altanaria praticam-se em grandes espaços abertos e normalmente se caçam aves que voam (patos, sisões, faisões, perdizes, pombos, etc.)
Na alta Idade Média, a carne de aves – principalmente as de vôo mais alto – era considerada mais nobre e mais apropriada para o consumo da nobreza que a de animais terrestres. O falcão, sendo a ave de rapina mais indicada para caçar essas presas, tornou-se um dos principais símbolos de poder e prestígio, reservado à nobreza. Com exceção da águia, símbolo de majestade imperial, as demais aves de rapina (de baixo vôo) eram consideradas apropriadas para plebeus e sacerdotes.
Distribuição e subespécies
No mundo inteiro, o falcão peregrino é classificado em 12 a 22 subespécies. Destacam-se as seguintes:
|
Subespécie |
distribuição |
Características |
|
Nebri
Falco peregrinus peregrinus |
Florestas temperadas abertas em terras baixas da Europa, das Ilhas Britânicas à Rússia e também nos Bálcãs, Pirineus e Himalaia; migra para o sul no inverno. |
Nebri é o nome português antigo das subespécies de falcões peregrinos da Europa do Norte (em castelhano, neblí). A plumagem destas aves é mais clara e contrastada evidenciando uma grande beleza. Além disso, os falcões nebris são maiores e mais pesados que os peregrinos ibéricos, motivo pelo qual eram tidos em grande apreço pelos falcoeiros da Europa do Sul.. |
|
Nebri da tundra
Falco peregrinus calidus |
Tundra euroasiática da Lapônia à Sibéria; migra para o sul no inverno. |
Também chamado de nebri pelos antigos portugueses; semelhante ao anterior, mas de cor mais clara. |
|
Bafari
Falco peregrinus brookei |
Florestas abertas nas terras baixas do sul da Europa, de Portugal ao Cáucaso e também na África do Norte (não migratório) |
O nome bafari (em castelhano, baharí) vem de uma expressão árabe que significa marinho, ou costeiro. Nome dado na nomenclatura cetreira à subespécie ibérica do falcão peregrino, que é uma das aves com maior tradição em Portugal e na Espanha |
|
Tagarote
Falco peregrinus peregrinoides |
Ilhas Canárias, norte da África, Iraque e Irã (não migratório) |
Massa média: macho: 0,4 kg (-26); fêmea 0,65 kg (-22). Comprimento: macho 40 cm, fêmea 45 cm. Envergadura: macho 0,8 m, fêmea 1 m. Força: macho -13; fêmea -11.
Subespécie do falcão peregrino do Norte de África, também conhecido por falcão da Barbária. Eram trazidos para a península Ibérica pelos mercadores do mediterrâneo e é dos menores representantes da espécie. |
|
Falcão de nuca vermelha
Falco peregrinus babylonicus |
Estepes do Irã à Mongólia. |
Usado em falcoaria no Irã, Índia e Ásia Central. |
|
Falcão negro
Falco peregrinus peregrinator |
Índia, Sri Lanka e China (não migratória) |
Usado tradicionalmente em falcoaria na Índia ao lado do nebri, que nessa região aparece apenas durante o inverno e da subespécie babylonicus. |
|
Falcão ártico
Falco peregrinus tundrius |
Norte do Canadá, Groenlândia e Alasca; migra para a América do Sul no inverno |
Esta subespécie aparece no Brasil como ave migratória nos meses quentes, fugindo do inverno do norte canadense. Freqüentemente se instala em beirais dos prédios de São Paulo e do Rio de Janeiro e passa o verão caçando as pombas da cidade. Por ser exclusiva do Novo Mundo, esta subespécie não tem tradição na falcoaria. |
As demais subespécies, todas não migratórias, são: pealei (a maior subespécie, que vive nas ilhas da costa do Pacífico do noroeste dos EUA ao Alasca); anatum (interior da América do Norte); cassini (Cordilheira dos Andes do Equador à Terra do Fogo, Patagônia e ilhas Malvinas); japonensis (Japão); furuitii (ilhas Bonin); germanicus (Europa Central); madens (ilhas de Cabo Verde); minor (sul do Marrocos e Saara); radama (a menor subespécie, de Madagáscar e ilhas Comoras); ernesti (Indonésia, Filipinas e Nova Guiné); nesiotis (Vanuatu, Nova Caledônia e Fiji), macropus (Austrália); e submelanogenys (sudoeste da Austrália);
Às vezes também é mencionada a subespécie leucogenys, um falcão branco conhecido como doncella em castelhano e blancharte em francês, mas geralmente é considerada uma simples variação cromática do calidus.
Espécies afins
Há 38 espécies de falcões verdadeiros (gênero Falco), que em geral são capazes de cruzar entre si e gerar híbridos férteis. Várias delas têm tradição na falcoaria: uma quadra medieval recomendava “uma águia para um imperador, um gerifalte para um rei, um falcão peregrino para um príncipe, um sacre para um cavaleiro, um esmerilhão para uma dama, um açor para um camponês livre, um gavião para um sacerdote e um peneireiro para um valete”.
Um detalhado tratado medieval de falcoaria recomendava um gerifalte para um rei, um falcão nobre (nebri?) para um príncipe, um falcão das rochas (bafari?) para um duque, um falcão peregrino macho para um conde, um Bastarde Hawk (tagarote?) para um barão; um sacre para um cavaleiro; um lanário para um escudeiro; um esmerilhão fêmea para uma dama; um açor para um camponês livre; um gavião fêmea para um sacerdote; um gavião macho para um diácono e um peneireiro para valetes, criados e crianças. Outros indicavam falcões peregrinos fêmeas para príncipes, duques e condes; falcões peregrinos machos para barões e ogeas para valetes.
As espécies mais conhecidas são:
|
Espécie |
Localização |
Descrição |
|
Gerifalte
Falco rusticolus |
Região circumpolar ártica. |
Massa média: macho: 1,1 kg (-19½); fêmea 1,7 kg (-17½). Comprimento: macho: 60 cm; fêmea 65 cm. Envergadura: macho 1,27 m; fêmea 1,37 m. Força: macho -9, fêmea -8. Mobilidade (no ar): +3½; Esquiva: +3; Vôo (curta distância/mergulho) 12 (20/30); Bicar/Golpe de Garra (2 / 2½).
Conhecidos em inglês como gyrfalcon, em francês como gerfaut, em alemão como Gerfalke, são os maiores, os mais fortes e considerados os mais belos de todos os falcões. Na Idade Média eram considerados como jóias vivas; em alguns países a sua posse e uso na caça foram considerados prerrogativas reais. Têm grande poder de ascensão vertical e grande manobrabilidade no vôo de perseguição. As fêmeas, maiores do que os machos, podem atingir 2,1 kg de peso, o que lhes permite aprisionar presas de grandes dimensões. A sua plumagem varia do cinzento escuro ao branco puro. Os mais apreciados eram os "letrados", assim chamados por terem a plumagem com pequenos pontos negros à maneira de letras. Estes grandes falcões eram aprisionados na Islândia e freqüentemente ofertados pelos reis da Dinamarca aos monarcas do sul da Europa. |
|
Sacre
Falco cherrug |
regiões desérticas e estepes da Europa Oriental, Ásia Central e Oriente Médio. |
Massa média: macho: 0,83 kg (-21); fêmea 1,1 kg (-19½). Comprimento: macho 43 cm; fêmea: 59 cm. Envergadura: macho 1,04 m; fêmea 1,25 m; Força: macho -10 fêmea -9; Mobilidade (no ar): +2½; Esquiva: +3; Vôo (curta distância/mergulho) 10 (15/20); Bicar/Golpe de Garra (1½ / 2).
Conhecidos em inglês como saker falcons, em alemão como Wurgfalke. Primitivos e rústicos, são menos ágeis e velozes que outros falcões, mas dotados de grande força, persistência e valentia. A sua plumagem é parda, de tons ocres, menos vistosa que a dos restantes falcões. O seu tamanho está entre o do gerifalte e o do peregrino, podendo as fêmeas atingir 1,3kg. Foi uma espécie largamente divulgada na cetraria medieval e ainda é a ave tradicional da falcoaria dos países árabes.. |
|
Lanário
Falco biarmicus |
Europa e África do Norte |
Massa média: macho: 0,55 kg (-26); fêmea 0,8 kg (-21). Comprimento: macho 44 cm, fêmea 49 cm. Envergadura: macho 1 m, fêmea 1,1 m. Força: macho -12; fêmea -10. Mobilidade (no ar): +2½; Esquiva: +3; Vôo (curta distância/mergulho) 10 (15/20); Bicar/Golpe de Garra (1 / 1½).
Conhecidos em inglês como lanners e em francês como lanniers, são falcões pré desérticos, parecidos com os sacres, mas de menor envergadura. Eram normalmente utilizados como "atalaias", levados sem caparão para detectarem as presas à distância no terreno, sobre as quais eram depois lançados os sacres, os peregrinos e os gerifaltes. São aves rústicas, capazes de viver nos meios mais agrestes. Pela sobriedade do seu regime alimentar, dizia-se na Idade Média que eram falcões próprios para escudeiros. Destacam-se duas subespécies de lanários muito difundidas na cetraria medieval: Borni (Falco biarmicus feldeggii ) – hoje, Itália (principalmente), Bálcãs e Turquia. Até o século XIX, nidificava também na Península Ibérica e sul da França. Alfaneque (Falco biarmicus erlanggerii ) – Tunísia, Argélia e Marrocos, a mais comum. Há também as subespécies tanypterus – Líbia, Egito, Israel, Jordânia e Síria, em vias de extinção – e abyssinicus (da Etiópia) |
|
Esmerilhão
Falco columbarius |
Eurásia, das ilhas Britânicas ao Japão. |
Massa média: macho 180 g (-27); fêmea: 220 g (-26½) . Comprimento: macho 28 cm; fêmea 34 cm. Envergadura: macho 56 cm; fêmea 69 cm. Tamanho: -2. Força: -15. Resistência: -3. Mobilidade (no ar): +4½; Esquiva: +4½; Vôo (curta distância/mergulho) 12 (20/30); Bicar/Golpe de Garra (½ / 1). Conhecido em inglês como merlin ou pigeon hawk, em alemão como Merlin, em francês como emerillon e em castelhano como esmerejón,, é o menor dos falcões de caça: seu peso raramente excede os 300g. Apesar do tamanho diminuto, é muito veloz, acrobático e dotado de extraordinária valentia, o que leva a atacar presas de muito maiores dimensões como perdizes e alcaravões. Por ser pequeno era muito utilizado por senhoras, e principiantes para a caça à codorniz, cotovia e outras pequenas aves. A sua nidificação ocorre no Norte da Europa e Ásia, visitando a Península Ibérica durante os meses de inverno, altura em que era aprisionado pelos falcoeiros medievais. |
|
Ogea
Falco subbuteo |
|
Massa média: macho 190 g (-27); fêmea: 230 g (-26½) . Comprimento: macho: 29 cm; fêmea 36 cm. Envergadura: macho 60 cm; fêmea 65 cm. Tamanho: -2. Força: -15. Resistência: -3. Mobilidade (no ar): +4½; Esquiva: +4½; Vôo (curta distância/mergulho) 12 (20/30);; Bicar/Golpe de Garra (½ / 1).
Conhecido em inglês como hobby, em alemão como Baumfalke, em francês como hobereau, em italiano como lodolaio e em castelhano como alcotán. Usado como o esmerilhão, mas considerado de qualidade ligeiramente inferior. |
|
Peneireiro
Falco tinnunculus |
Campos abertos, parques, fazendas, charnecas, urzes, cidades e margens das florestas da África do Norte, Índia, Oriente Médio e Eurásia, das ilhas Britânicas ao Japão. |
Massa média: macho 160 g (-28); fêmea: 210 g (-26½) . Comprimento: macho 31 cm; fêmea 38 cm. Envergadura: macho 69 cm; fêmea 82 cm. Tamanho: -2. Força: -15. Resistência: -3. Mobilidade (no ar): +3½; Esquiva: +4; Vôo (curta distância/mergulho) 10 (15/20);; Bicar/Golpe de Garra (½ / 1).
Conhecido em inglês como kestrel, em alemão como Turmfalke, em francês como crécerelle, em italiano como gheppio e em castelhano como cernícalo, conhecem-se dele pelo menos 11 subespécies. Esse pequeno falcão alimenta-se de aves pequenas (como o pardal comum), mamíferos pequenos (como arganazes) e invertebrados (incluindo minhocas). Usam ninhos de corvos abandonados ou fazem ninhos em árvores e velhas construções. Usado na falcoaria por crianças e principiantes como “brinquedo”, pois só captura presas muito pequenas. |
|
Falcão das pradarias
Falco mexicanus |
Canadá, EUA e noroeste do México (Coahuila e Baja Califórnia) |
Massa média: macho 500 g (-23); fêmea: 1 kg (-20). Comprimento: macho 40 cm; fêmea 48 cm. Envergadura: macho 95 cm; fêmea 1,09 m. Tamanho: -1. Força: macho -12; fêmea -9. Resistência: --2; Mobilidade (no ar): +2½; Esquiva: +3; Vôo 12; Bicar/Golpe de Garra (1 / 1½).
Originário da América do Norte, onde é conhecido como prairie falcon, tem sido usado modernamente em falcoaria, mas, ao contrário do falcão peregrino, caça com vôos baixos, capturando pássaros (pombos, codornas, andorinhas) e pequenos mamíferos (esquilos, toupeiras) em pequenas elevações ou em seus abrigos nas rochas e arbustos. |
|
Falcão-de-coleira
Falco femoralis |
Américas, do Texas e Novo México à Patagônia. |
Massa média: macho 260 g (-26); fêmea: 430 g (-23½) . Comprimento: macho 38 cm; fêmea 43 cm. Envergadura: macho 1,02 m; fêmea 1,22 m. Tamanho: -1. Força: macho: -14; fêmea: -12. Resistência: -2½. Mobilidade (no ar): +4½; Esquiva: +4; Vôo (curta distância/mergulho) 12 (20/30). Bicar/Golpe de Garra (1 / 1½).
Apesar de também ser conhecido como gavião-coleira no Brasil, é um falcão, conhecido em inglês como grey falcon ou aplomado falcon e em castelhano como falcón aplomado. Tem sido usado experimentalmente em falcoaria pelo Zoológico de São Paulo. Geralmente caça em pares, mas também caça em grupo e é considerado semi-gregário. Tomam os ninhos de outra espécie à força e gostam de lutar entre si por brincadeira. |
|
Quiriquiri
Falco sparverius |
Campos, cerrados, brejos, fazendas e veredas nas três Américas, do Alasca à Terra do Fogo |
Massa média: macho 170 g (-28); fêmea: 220 g (-26½) . Comprimento: 27 cm. Envergadura: macho 50 cm; fêmea 60 cm. Tamanho: -2. Força: -15. Resistência: -3. Mobilidade (no ar): +4½; Esquiva: +4½; Vôo (curta distância/mergulho) 12 (20/30); Bicar/Golpe de Garra (½ / 1).
Conhecido em inglês como american kestrel ou sparrow hawk, conhecem-se várias subespécies. Como o peneireiro europeu, pode ser usado na falcoaria como “falcão de brinquedo”. Caça principalmente insetos, mas também roedores e lagartos. |
Mitos e folclore
No Egito antigo, o deus Hórus era representado por um falcão, provavelmente o peregrino. Acreditava-se que os olhos de Hórus tinham o poder de dar saúde, o que fazia dele um popular amuleto. O falcão era também símbolo de Ra, o deus-Sol.
Entre os incas, o falcão também era símbolo de Inti, o Sol e os gênios protetores dos incas eram representados como falcões. Em um mito dos yungas (índios dos vales tropicais andinos), os heróis criadores descendem de cinco ovos postos por falcões.
Na Idade Média e na heráldica medieval, o falcão é às vezes representado despedaçando corpos de lebres; como as lebres podem representar a luxúria e a feminilidade, o falcão pode representar, nesse caso, a vitória sobre o desejo e o princípio feminino.
O falcão encapuzado pode representar a esperança da luz nutrida por quem vive nas trevas e foi, por isso, usado como emblema por impressores do Renascimento.
O Brasil dos outros 500
No Brasil dos outros 500, os falcões existem com uma distribuição semelhante à do mundo real e a falcoaria é uma arte altamente desenvolvida e popular, principalmente no Império Luso-Brasileiro, onde não há restrições legais ou sociais à prática. Todo nobre a pratica, bem como todo burguês com pretensões de ascensão social. Índios tupis e guaranis também a adotaram e utilizam principalmente o falcão-peregrino ou o falcão-de-coleira.
Atlântida
No universo de Atlântida, os falcões são encontrados em todo o planeta e a falcoaria é comum.
Solidariedade Galáctica
No Universo da Solidariedade Galáctica, os falcões continuam a existir com a mesma distribuição do Brasil dos outros 500, mas a falcoaria caiu em desuso.